Febre e sinais de alerta
A Febre é uma das queixas mais comuns nos atendimentos pediátricos. Trata-se de uma resposta fisiológica do organismo, é o nosso organismo respondendo a uma agressão física, química ou biológica.
Febre não é doença, é uma reação de defesa do nosso organismo, é um alarme ou um sinal que estamos sofrendo uma “agressão”. Ela ajuda a aumentar nossas defesas, contra agentes agressores, destacando que 90% deles são vírus e não bactérias, portanto, não precisa de antibióticos. Basta uma boa hidratação, antitérmicos se necessário e principalmente, observar como vai evoluir a febre, ficar atendo a sinais de alerta como tosse intensa, dificuldades para respirar, diarreia ou vômitos persistentes, redução do xixi, pintinhas vermelhas pelo corpo, prostração fora da febre, entre outros.
Tecnicamente podemos considerar febre como a temperatura axilar acima de 37,8ºC, o que não quer dizer que temos que medicar. Atualmente recomenda-se que o uso de antitérmicos, não se baseie apenas em números. Por exemplo, chegou nos 38ºC tem que dar remédio. Devemos ter como referência o estado geral da criança: se chega aos 38,5ºC, e ela está brincando e animada, deixe. Mas se está com 37,8º e caidinha, desanimada, medique.
E a Convulsão?
A convulsão febril costuma acontecer entre os 6 meses e os 6 anos de idade, é benigna, não deixa sequelas e não precisa de medicamentos preventivos. Pode acontecer com 37,5 ou 39ºC. Não é o número, mas a predisposição. É mais comum se houver familiares que já tiveram o mesmo quadro quando crianças.
Muitas vezes os pais ficam frustrados com um diagnóstico de “virose” diante de uma febre alta. Realmente, a principal causa desses episódios na infância são os vírus. Esses quadros virais são geralmente autolimitados e com poucas complicações, recebendo apenas tratamento sintomático. Entretanto, é importante estar atento para alguns sinais de alerta que possam sugerir complicações ou outras causas.
São exemplos:
• Bebês menores de seis meses;
• Febre alta persistente após 72 horas de observação;
• Sonolência exagerada, agitação ou irritabilidade exagerada, desorientação;
• Má aceitação de líquidos, vômitos freqüentes;
• Urina diminuída, concentrada, ou dificuldade para urinar (dor, ardor);
• Dificuldade para respirar;
• Distensão abdominal (barriga inchada);
• Lesões ou manchas na pele;
• Abaulamento da fontanela (moleira estufada);
• Convulsões.
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